Mais de 90% do serviço de fornecimento de energia elétrica foi reposto no concelho de Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, anunciou a Câmara Municipal.
“Apesar dos fortes constrangimentos a nível de comunicações, o número geral do município de Vila de Rei [274 890 010] encontra-se em funcionamento”, informou, numa nota publicada nas suas redes sociais, a Câmara de Vila de Rei.
A autarquia referiu ainda que as comunicações via correio eletrónico encontram-se a decorrer sem qualquer constrangimento e que os serviços de Ação Social do Município continuam a realizar o levantamento dos estragos causados pela tempestade.
Este levantamento está a ser realizado na entrada do edifício dos Paços do Concelho, onde os particulares e empresas de Vila de Rei se devem deslocar para efetuar o seu relatório.
“O município encontra-se a aceitar donativos de telhas, telhões e materiais de construção. Os materiais deverão ser entregues junto ao edifício da Junta de Freguesia de Vila de Rei”.
Estão também a ser criados pontos de recolha de material lenhoso e entulho, que não podem estar misturados, na Zona Industrial do Souto (depois do lagar), Milreu (junto ao campo de futebol), Silveira (junto ao cemitério) e Zevão (entrada do estradão).
A autarquia sublinhou ainda que o serviço de abastecimento de água está reposto na totalidade e que a qualidade da água nas torneiras está garantida.
“Pode apresentar alguma turvação, mas é totalmente segura para consumo”.
Face à queda de árvores e ao perigo que possam continuar a cair devido ao estado do tempo esperado para os próximos dias, os percursos pedestres do concelho de Vila de Rei encontram-se interditos à circulação.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














